S H O W S ...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

ALARDE - SÃO PAULO / SAIBA + ...

DOMINGO 08/09/09, A BANDA ALARDE VAI TOCAR NO HOCUS POCUS.ENQUANTO ISSO ENTRA AÍ NO MY SPACE PRA CONHECER UM POUCO + DO SOM DESSA BANDA PAULISTANA.
ACESSE:

terça-feira, 28 de julho de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009


E N T R E V I S T A : Canastra/RJ-27 de Agosto de 2008


Selmer – Bom, gostaria que você falasse dos seus projetos e agora como batera no Canastra.
Barba - Eu entrei na banda no começo do ano. Eu já era fã da banda desde o começo quando ainda era o batera Marcelo callado que foi tocar com o Caetano. Eu Já toquei na banda Latuya de um amigo meu.Até gravamos o disco juntos, mas eu não continuei tocando com eles. Agora to tocando no canastra .É isso cara..tocando...
selmer - No programa Ensaio da cultura você disse na época ainda como baterista do Los hermanos que se considerava bastante auto-didata na questão musical.Que tirava o som de ouvido.O que mudou de lá pra cá? Porque evidentemente só se evolui tocando.
Barba - Tocando com gente diferente, buscando professores, parcerias, uma boa galera pra tocar junto.É isso que vale a pena .Se mostrar, dar a cara a tapa, errar. E de repente neguinho falar “pô você errou”. É isso que faz essa parada.
selmer - Eu fiz essa pergunta porque ouvindo você tocar no canastra aparece bem essa diferença.
Barba - "Mas é diferente cara!" No Los Hermanos era uma coisa muito mais ...como eu vou dizer...muito mais canção, eu acho. Era muito mais pra dar ênfase ao que estava sendo falado.O instrumental era uma coisa muito mais de sala do que em primeiro plano. Aqui no canastra tem uma pegada diferente. Tem uma parada instrumental que é uma coisa de Big band .Os arranjos tem uma importância com a melodia, com a harmonia e a canção. No Los Hermanos era a canção, depois vinha... sabe. “Tinha que se situar mesmo!” Nesse sentido a banda toda tem que andar junto. A parada tem que funcionar bem. A guitarra e a voz em primeiro plano.A diferença é essa. O que mudou é que aqui no Canastra eu posso ir mais do que lá no Los Hermanos. Não que lá seja melhor ou pior. É diferente. Lá era bom porque tinha que manter o negócio bonito, fazer o arranjo bonito e tranqüilo pra coisa acontecer.Que foi exatamente o que caracterizou a banda ..
Selmer - Canastra me lembra uma época em que as pessoas se reuniam ao redor da mesa pra jogar, bater um papo, ouvir música.O som de vocês trás muitas influências de uma época boa da música.Tem uma certa nostalgia nisso tudo?
Renato Martins - EU NÃO GOSTO MUITO DESSA PALAVRA NOSTALGIA!A GENTE GOSTA DE SOM ANTIGO.MAS TAMBÉM É uma busca de uma referência pra algo.O som do canastra no contexto geral das bandas soa diferente. Essa foi a primeira idéia. Buscar uma coisa que no cenário das bandas soasse diferente e, conseqüentemente a gente não houve muita coisa moderna.É questão de gosto mesmo,sabe. Até a parte do baixo acústico por exemplo, é uma sonoridade que a gente gosta. As guitarras acústicas,os metais.(acaba criando essa atmosfera) É .. Por exemplo, eu não tenho nada contra a guitar band, sabe. Mas é uma sonoridade que eu não curto tanto quanto as outras coisas.
selmer - Quando eu disse nostalgia não era exatamente na essência da palavra, mas com a intenção de resgatar algo que acaba ficando.
Renato Martins - É que na verdade a banda queria mesmo era mostrar um projeto que tivesse um por quê! Entendeu! Tipo...alguma coisa que justificasse aquilo.A gente acha que esse tipo de som que a gente faz não ta sendo representado, a gente quer representar...( tanto é que vocês participaram de vários festivais e essa foi a diferença que fez com que vocês aparecessem.)
Renato Martins - No primeiro momento a gente achava que não conseguiria se encaixar em festivais, em shows com outras bandas pela diferença de som.Tipo regra de três que tocou aqui hoje.Eles tocaram três músicas dos Los Hermanos que o barba toca, que a gente conhece,mas assim... a gente tinha uma pretensão “ E é pretensão mesmo!” de fazer uma parada que tivesse um referencial, que fosse diferente.Só que aos poucos a gente foi vendo que isso se encaixava com todo mundo. Isso que você tava falando que de certa forma permanece na memória de todo mundo.Elvis e outros tipos de som. Assim, sabe. Pré-Rock n' roll.
Selmer – Alias, eu tava vendo a banda tocar e lembrei de um filme lá do começo que conta a história do Rock n’ roll...Não que seja uma copia, até porque eu vejo mais como influência.
Renato Martins - Não!.. Porque não tem essa de não copiar alguma coisa.Tudo se baseia em referências.
Selmer - Quando eu falo que vocês tiveram um destaque legal em 2007, tem a ver com as bandas de hoje. Quando surge uma banda como a de vocês, com um estilo diferente vira um auê.Como referência, vocês acham que vão surgir outras bandas com formado igual ou parecido...
Renato Martins - Eu não sei. Não é uma preocupação, sabe. Porque a gente representa um tipo de som que a gente gosta e, que a gente percebeu que outras pessoas curtiam. São duas coisas.Uma é fazer o que a gente gosta.A outra é ver a possibilidade de uma nova sonoridade....Acho que a gente busca essas referências, mas de alguma forma a gente é contemporâneo. Se você ouvir o disco não tem muito purismo. Tem elementos muito atuais. Então é assim um flesh dessas duas épocas.Uma época mais antiga... E não tem aquela coisa tipo “Estamos aqui, mas gostaríamos de estar há sessenta anos atrás”. Não! A gente ta aqui. Até porque tem uma galera nova que está aí curtindo o som do Canastra que de repente nem conhece aquele som das antigas.....
Selmer – No Rio de Janeiro tem sempre a questão que no final das contas tudo acaba em festa.O som do canastra ta relacionado a essa questão. Como é isso cara? rsrsrs...
Renato Martins - Eu não sei cara.Tipo.Rio de janeiro é algo meio emblemático porque os sons são muito expansivos e, enfim...Mas pra tocar por exemplo, é um drama atualmente a cena assim, sabe. A gente também não quer ficar restrito ao rótulo de funk do rio, nem a banda disso ou daquilo. Na verdade a gente tem uma parada de juntar o máximo possível. A gente não quer ficar tocando só numa tribo. A gente entende que música é pra todo mundo. Por isso voltando aquela pergunta inicial, esse clima das referências também passa por aí, sabe. A gente curte pra caralho Frank Sinatra, Elvis. Isso é universal. A gente acredita muito nisso.Que a música pode romper barreiras. Lá no Rio a gente sofre muito com essa coisa da música brasileira.Tudo se baseia em música brasileira. Bem ou mal é a cidade do samba e, não sei o quê. A gente gosta de samba pra caralho, gosta da cidade. (interrupção para autográfo)....As letras também, tudo sabe...E, que traga informações. Isso que você falou da galera que tava curtindo o som e, que de repente nem conhecia essas referências. A gente tem pretensão que por intermédio da banda, neguinho vá buscar essa informação. A gente vive num tempo que a informação ta disponível. Então pô, você pode correr atrás e buscar várias coisas. A gente pesquisa muito som pra tocar e pra bolar arranjos. E é meio paradoxo. A gente pesquisa som antigo, mas a nossa maior fonte é a Internet. É engraçado porque se fosse há 20, 30 anos atrás, a gente não conseguiria a quantidade de referências que temos hoje. Isso é maravilhoso..

Entrevista " Banda Super Trunfo "Out/2008.


Selmer - Muitas bandas estão em estúdio gravando.No caso de vocês tem a ver com a final do concurso Por Essas Bandas ou já estava nos planos da banda gravar, independentemente da premiação?
Neri – O concurso foi o grande empurram que a gente teve. A banda não planejava gravar nenhum cd até então.Quando ganhamos o festival decidimos pela gravação.Aí falamos, “vamos gravar!” Então estamos há muitos meses nesse processo. E vai tempo! A gente não faz só isso né cara. E às vezes o tempo é curto. Mas estamos trabalhando pra isso. Ta 70% pronto..
Selmer - Falando em gravação, vocês têm um estúdio.Fica mais fácil na hora de produzir o som de vocês ou é indiferente?
Neri - Tanto fica mais fácil que a gente grava só a batera e algumas coisas lá no over sonic. Também Fazemos a masterização lá.O restante do trabalho é gravado no nosso Q G .( interrupção ... Um cara entrou no camarim pra pedir pra banda tocar Bohemian Rhapsory. Eu disse brincando que agora os caras não tocam mais essa canção porque eles já ganharam o concurso...)Muitas coisas a gente grava no nosso estúdio porque podemos testar o som. Temos mais tempo, então facilita bastante.
Duda - A grande vantagem é essa. Quando as horas tão contando você tem menos tempo para experimentar.O bom da gente ter um estúdio é que podemos experimentar antes de gravar.A gente faz e tal. Ouve. Puta não ta legal! Grava de novo. Então a gente tem esse privilégio né cara.
Neri - A gente ensaia, faz uma previa, bateria, prato, um monte de coisa...A gente ouve.Vai mudando... É um lance de lapidação. Por isso que demora. Por que ta ficando legal.
Duda - A gente é exigente né. Não é só uma questão de estúdio. Mesmo que estivéssemos pagando e contando as horas a gente ia vender as nossas cuecas pra sair dali com o resultado que a gente gostaria.A gente é bem exigente nesse sentido.
Selmer –A Banda toca muitos cover’s na balada. É diferente tocar pruma galera que ta lá mais pra se divertir e dançar e para um público que curte o som próprio da banda? Como por exemplo no caso do Hocus Pocus que tem um público mais alternativo.Como a banda vê essa questão da diversidade do público?
Fell - Geralmente esse público de balada vai mais pra dançar. Então tem que ter um som mais pra cima. Eu posso estar falando bobagem, mas assim...O pessoal não aprecia tanto a qualidade,entendeu. Às vezes é mais agitação.Hoje por exemplo a gente pode mandar mais Queen e outros cover’s durante à noite pra encerrar o show e por satisfação própria!Não que vai virar uma coisa que todo mundo vai comentar “os caras puta.” Sempre tem os mais conservadores na balada.Os caras vêm elogiar e tal. Mas na balada o povo ta mais ali pra curtir.Tem que ser mais enérgico.
Néri - Aqui no Hocus tem esse clima de tocar as nossas canções também. Que é o que a gente vai fazer hoje Pela primeira vez! vamos fazer um show só com composições próprias.É um marco na história do Super Trunfo. Graças a Deus a gente pode fazer isso aqui.
Duda - Tenho certeza que todos os integrantes da banda estavam esperando por esse momento de tocar só as nossas músicas. Desde o começo da banda tínhamos o objetivo de tocar só na noite. Mas também tínhamos a intenção de fazer um som próprio.
Fell - Na verdade aí que você vê que banda tem que ter muito coração e vontade.Quando começamos era mais pra ganhar dinheiro e tocar. Todo mundo aqui veio da escola do heave metal.Não tinha o mesmo resultado.Era mais difícil tocar. Aí eu falei “Vamos montar uma banda pop pra ganhar uma grana.” É mais fácil.
Duda - E tocar né! Heave metal com um som bem trampado é difícil.
Fell - É difícil alguém contratar.Não tem muita abertura.Tentamos até tocar cover’s das bandas mais conhecidas.Mas é diferente.E foi rolando uma sintonia entre os integrantes, uma vontade de fazer algo diferente. E aí colocamos o coração e foi rolando de fazer as nossas próprias canções.
Selmer - E de certa forma os cover’s proporcionou uma experiência musical pra que vocês pudessem criar uma característica própria.
Fell - E aí puts, também sei lá... O Rômulo compõe desde criança, o Jorge também.E aí pô, tinha isso, tinha aquilo cara.Um lance criativo foi acontecendo e, vimos que além de criarmos o nosso próprio som ,também rolou uma química muito natural...
Selmer - Por essas questões todas é que vai rolar um show só de músicas da banda.
Neri - Vamos tocar pouco tempo por que temos outro show em seguida.Fizemos questão de estar aqui pra prestigiar o grande Betão no dia do aniversário dele.
selmer - Esse som autoral que a banda está tocando, se fosse classificar teria a característica de quais bandas?
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Duda - Aí é legal o que você falou porque se juntar, todos nós temos influências de muita coisa diferente entendeu. Inclusive,cara a maioria das nossas músicas se você pegar pra ouvir vai ter uma influência e tal.Mas o legal é que ta muito a gente.Isso de falar que a gente se parece com alguma banda....Pode até ter elementos de coldplay, foo fighters e tal. Mas isso porque é real e, é o que a gente conseguiu fazer.
Neri – A gente se preocupa com melodia diferentes, com harmonia diferentes, a identidade da banda. Não ficar no óbvio! A gente sempre fala durante as composições e arranjos, “não vamos fazer nada mais do mesmo!” Vamos misturar coisas que a gente curte e, que soe bem esteticamente e tudo mais... Esse é o grande lance.
Selmer - No anos 80 surgiram muitas bandas que ficaram apenas num rit só. No caso de vocês, como é essa coisa da canção “nada mais” que é o som que a galera mais conhece e canta...
Fell - Pelo menos da minha parte eu conversei com o pessoal e disse vamos lá fazer um show com composições só nossa.Houve um interesse pra saber o que vem depois de nada mais. (Riso geral diante do paradoxo)
Duda completa: O que é que pode vir depois de nada mais?! O nome da canção já é difícil.
Fell - Ta rolando um interesse pela banda .O pessoal ta a fim de ver.
Selmer - Não é uma crítica porque na verdade é legal ouvir a galera cantando o som do Super Trunfo.Mas de repente começa a tocar demais e, de certa forma as rádios também tem culpa porque acaba saturando a canção né.
Duda - Aí que ta! Dá mesma forma que a gente trabalhou a canção "nada mais", a próxima canção a gente vai escolher com todo o carinho e trabalhar da mesma forma .Aí já é um outro trabalho. Se a radio tocar esperamos que tenha o mesmo efeito.
Selmer - Duda, o seu trampo como guitarrista foi muito elogiado por um guitarrista de outra banda durante um show que vocês fizeram recentimente. Isso é legal pra caramba porque tem uns caras que tão começando a tocar e já se acham o máximo quando na verdade ainda tem muito que aprender.
Duda - Legal! O segredo disso é botar a alma mesmo no instrumento.E acho que essa nova geração “eu falo como se fosse um velho” rsrsr...Mas eu comecei cedo.Essa galera de 15 a 18 anos ta se preocupando em tocar cada vez mais rápido.Virou uma disputa!O segredo da música ta na melodia.É ouvir...É a alma. Apesar de eu ser branquinho, acho que tenho o espírito de negro porque o Blues pra mim é a grande expressão. É o maior exemplo da alma na música.Acho que é isso.Tirar músicas difíceis,tentar aliar a técnica e a alma.Acho que isso é na banda toda.
Fell – Eu sou suspeito pra falar né cara, mas o Duda é o feeling vois da banda. Duda – Porque começando com gente e até o técnico de som, nós não tivemos escola “pa”. A gente estudou num conservatório musical, aqui e ali...Mas a grande escola da banda acaba sendo o ouvido,o feeling.Esse é o segredo de ter uma cara própria. Fell - Não é mecânico. Duda – É.Não é acadêmico.
Selmer - Vocês sentem que esse é o momento das bandas? Porque assim...Tem várias bandas gravando, mostrando o seu som e, algumas até já assinaram com gravadora.
Fell - Você perguntou um negócio que é até engraçado porque esse é o momento até do cenário de são Jose .Eu tava comentando com o Rômulo que os caras da banda Voltz apareceram na rádio no programa do pânico.O Emilio colocou a música dos caras no ar e conversou com a banda. – Pô, vocês têm um jeito de músicos mesmo! O cd é profissional - Isso dá uma abertura pras outras bandas.É uma vitrine.Tipo, São Jose tem muita banda boa em diversos estilos.É um pólo do rock.
selmer - Nesse auê todo tem bandas correndo pro estúdio pra gravar e, de repente acaba produzindo um material ruim. Não acaba soando uma coisa meio oportunista?
Neri – Não dá pra montar uma música que nem frankestain, né cara.Tipo a gente coloca um violãozinho aqui, coloca não sei o que ali e pronto... Selmer - Até porque o público que vem aqui curte o som autoral que as bandas fazem.E de repente você ouve na rádio e percebe que foi gravado as pressas porque o betão ta lá e vai dar uma força. Então nessa correria acaba não produzindo um material de qualidade.
Duda - Em qualquer meio né cara existem pessoas oportunistas. O cara pensa: -Nossa! Aqui é aonde eu vou ganhar dinheiro! - E aí faz um trabalho forçado. Sempre tem, mas com certeza não é o nosso caso.
selmer - Qual é o próximo super trunfo da banda?..
(Poxâ, eu achei que essa pergunta era super criativa, mas os caras não entenderam então eu tive que explicar melhor rsrsr...)
Néri - Tem o clip da canção “nada mais”.
Duda - Acho que o principal e o nosso super trunfo na verdade é mostrarmos a nossa cara, a nossa música.
Fell - inclusive a gente vai lançar o cd, o site, o clip e por a nossa cara aí pro Brasil.
selmer - Bom...na pior das hipóteses se não der certo a banda pode ganhar dinheiro com as imitações do Duda até porque ta na moda fazer imitação,contar piada ....Nesse sentido a banda não vai passar fome né...
( Duda faz imitações do Silvio Santos e do Zacarias...)
selmer - Considerações finais por Super Trunfo.
Neri - Bom, a banda Super Trunfo está entrando numa nova fase de mostrar a cara. Deixamos de ser uma banda que toca à noite só na balada pra ser uma banda com um som próprio.Com conteúdo nas letras. Todo esse lance aí...Essa é a grande notícia...Uma nova postura.
Fell Agora é a hora de mostrar o que é o Super Trunfo.A gente tocava bastante cover’s como você falou, então agora é o real..
selmer - E se a galera que curte balada comprar o cd de vocês vai ser melhor ainda.!..Com certeza!
Duda - Acho que se resume a duas palavras.Verdade.Passar o que a gente é de verdade. E otimismo porque é preciso ter muito otimismo e perseverança pra acreditar na sua arte e seguir porque é difícil né..
Ficha Técnica:·
Jorge Neri (Vocal)·
Duda Becker (Guitarra)·
Fell Vieira (Baixo)·
Thiago Oliveira “sansão” (bateria)·
Rômulo Faria (Teclados)
Bônus Tranks:
A todos do Hocus Pocus stúdio & café, Betão e claro, esses caras muito gente fina da “Banda Super Trunfo”..

Entrevista - Sabrina Sanm - Novembro/2008.


Selmer - Pruma banda dar certo tem que ter um bom vocal e, claro, ter uma pegada nas letras que dialogue legal com o público.No seu caso de onde vem essa voz toda e a inspiração pra compor as letras ?
Sabrina Sanm - Eu nasci achando que todo mundo cantava assim.Aí no colégio uma professora me ouviu cantando e me obrigou a entrar num coral. Eu não estudei assim canto...Mas eu tinha 13 anos e estava meio perdida em referência.Então um amigo disse: “Você tem que ouvir Aretha Frankin, Etta James porque cara, elas cantam um absurdo e você pode chegar lá”. Então eu bebi dessa fonte por muito tempo.Fiquei ouvindo muito black music.Eu adoro cantar black music!Mas o meu som mesmo de verdade desde que eu era pequena sempre foi o rock.Então eu fiquei meio perdida porque eu gostava de black, mas compunha rock. ( E na verdade quando você sai pra pesquisar acaba surgindo muitas outras referências nessa questão da sonoridade..) Depois eu consegui conciliar o black com o rock e o lance da potência vocal eu fui aprendendo aos poucos. (E tem nessa sonoridade o backing vocal que acaba soando legal também) Eu faço a produção vocal junto com o Renato que também é o guitarrista e produtor.A gente fica lá matutando pra não fazer aquele backing vocal politicamente correto.A gente tem umas idéias meio doidas que acho que funciona.
Selmer - Ouvindo o som de vocês dá pra perceber uma forte influência do heave metal...como é isso..
Sabrina Sanm - Pois é...A gente foge disso.A gente tenta não ter.Eu ouvi muito metálica, o Renato também. E aí acaba tendo em alguns momentos ( e também algumas coisa mais sombrias) É que assim ... Eu me inspiro muito na fraqueza humana pra compor. rsrsrs.Que não é uma coisa muito feliz! Mas eu gosto muito desse tema assim dessa forma.
selmer - Estamos num momento em que as bandas tão compondo muitas canções que falam de amor e relacionamentos.Não ta faltando aquela pegada mais crítica com uma temática mais centrada nas questões do cotidiano?
Sabrina Sanm - Eu componho as letras com o Renato. Então tem o lance do relacionamento entre nós.Mas na verdade pode ser qualquer relacionamento.Porque é abordado de uma maneira meio abrangente e de uma forma muito clara. ( que pode soar de uma forma universal) Eu acho engraçado porque tem gente que comenta sobre a música “dessa vez” que é uma música que diz deixa eu provar que eu mudei. - Pra quem você fez essa música? – Pra mim! - Mas como assim, o que é que você fez?” - Eu fiz mal pra mim.Eu quis provar pra mim mesma que eu poderia melhorar.E tem gente que fica pensando: “ Será que ela fez alguma coisa com o namorado, irmão, pai...”( é sempre interpretativo) É! tem milhões de interpretações.
Selmer - Como você vê o circuito joseense nessa questão das bandas, sendo uma banda lá do rio de janeiro?
Sabrina Sanm - Cara eu pelo menos tenho inveja (Não no sentido pejorativo) desse circuito, dessa galera unida que freqüenta um lugar próprio pro rock. Que tem uma galera que se ajuda.Esse projeto do Beto.Tudo isso que tem aqui não tem no rio. A galera é muito desunida lá. Assim... Existem algumas bandas por amizade.Nem muito por gosto do som. Mas é difícil. Eu tenho muitos amigos que tem banda.Os sons são bem diferentes entendeu!Não dá pra formar uma cena musical com os meus amigos por conta disso.E o pessoal do rock se da mal porque os lugares pra tocar são ruins.A qualidade é ruim.Aí acaba apresentando um som que fica mais ou menos. ( A banda Canastra esteve por aqui e também falou dessa coisa que tem no rio do pré-conceito...) É! Eu vejo assim...Eu falo que sou cantora e a primeira coisa que as pessoas perguntam é “que tipo de som que você canta?” Eu falo, rock. Então elas fazem uma cara, tipo “ferro, Não vou no show”. Então rola uma coisa meio famillia ..Tipo, o tio vai, mas aí diz “meu deus mais é muito barulho”.A galera que acompanha o meu trabalho e de um amigo meu chamado Dj vack.Eles se unem...Aí é tirar leite de pedra, sabe! Eles alugam vã por conta.Não tem ninguém ajudando.Os contratantes lá no rio não tão ajudando a galera que gosta de rock.
Selmer - No final das contas as bandas querem sair do anonimato, ter uma gravadora e tocar nas rádios.Não é de certa forma um paradoxo pruma banda alternativa que produz um som não tão comercial?
Sabrina Sanm - Eu sempre procuro moderar o som pra que seja de uma maneira que as pessoas entendam.Que tenha essa linguagem universal que você falou.Que seja um pouco atemporal.Que tenha um refrão “pa” mais Pop que a galera lembre.Eu sempre procuro isso.Isso está em mim.Eu ouvi muita música pop a minha vida inteira.Então não é tão difícil.A gente faz as músicas, mas coloca no cd as que a gente acredita que vai tocar e as pessoas iram lembrar.O meu objetivo não é fechar com uma grande gravadora.Porque hoje em dia as gravadoras não fazem muita coisa.Acho que assim ... Se eu conseguir seguir o meu caminho e, eu to seguindo passo a passo,com a ajuda dos amigos,com alguns investidores que possam aparecer,eu to feliz.Eu não tenho essa coisa de ser “mega star” Não ! Porque eu acredito no som na verdade dele!No momento que eu estiver fazendo um som só pra bater o cartão como funcionária da gravadora vai ser horrível... Eu vejo isso acontecendo!
Selmer - Pra terminar, o que vem por aí de novidade no novo trabalho da banda...
Sabrina Sanm -Ta legal..O próximo cd é como se fosse um livro.Cada música conta uma história .Então tem vários personagens que fazem parte desse mundo.Bons e ruins.E eu to nesse universo também.Então assim...Sou eu me expressando em relação as histórias.Então acho que consegui fazer músicas mais maduras porque eu cresci e evolui.Eu também consegui fugir dessa coisa muito popizinha que tem no 1° cd. Eu era muito novinha. Tinha 20 anos.Esse cd eu vou te dizer “eu to muito feliz com ele” ta quase pronto e quem gosta do trabalho vai curtir mais ainda.Eu procurei trabalhar nas melodias pra poder soltar mais a voz.Então... Acho que vai ficar legal.
ACESSE:

Entrevista "BANDA LEELA" MARÇO/2009.




selmer - Como é esse retorno da banda aqui em São Jose. Vocês que já tocaram tantas vezes aqui no Hocus Pocus que tem esse lance mais alternativo, a galera vem pra ouvir mesmo o som das bandas e, expecificamente essa noite a galera compareceu em peso pra curtir o som do Leela?
Bianca Jhordão - Já tem uns 6 anos que o Leela toca no Hocus Pocus.Pra gente é sempre muito bom estar de volta aqui.A gente se sente em casa.Já viemos em várias épocas diferentes, palcos diferente, som...Essa noite a gente estreiou palco novo, som novo.Ta sensacional.O som tava ótimo, a galera curtiu.O toninho é maravilhoso.Ele deu a maior força.A gente adora a galera de São Jose que sempre comparece aos nossos shows, sempre tão impolgados, dançando, curtindo... A banda fica muito feliz com o carinho, principalmente porque o nosso batera PHD é de São Jose.Então é como se a gente fizesse parte da cidade.É como se fosse a nossa casa mesmo.
selmer - A Banda leela tem um trampo bastante conceituado no mercado.Então como você vê essa questão da indústria fonográfica atualmente.Ta mais complicado, os caras tão abertos pra contratar as novas bandas que estão surgindo.Enfím...
Bianca Jhordão - Essa questão da indústria fonográfica ta um pouco flutuante porque ta rolando uma mudança.Tem a questão da crise no mundo.Isso também reflete na música.Lançar novos artístas então...Na verdade as gravadoras não lançam mais os artístas porque os artístas é que fazem os seus próprios trabalhos.Colocam na internet, no myspace e tal.Então o artísta hoje tem uma liberdade muito grande pra divulgar o seu som, pra ser ouvido.Isso é muito legal.Imagina antes quando você tinha que gravar um LP..Hoje em dia ta mais democrático.Eu fico feliz de estar participando dessa evolução. pausa pra dar um alô pra galera no camarim... (... Beijo, thauu, obrigada e até a próxima...)O nosso 1° disco foi lançado pela EMI e o 2° pela universal.Mas a gente ainda ta buscando uma forma de divulgar o nosso trabalho onde a Banda e o disco seja divulgado para o público de forma uniforme e no Brasil todo que é muito grande.E que, a gente consiga fazer shows em muitos lugares... O maior problema ...Sei lá, talvez seja tocar na rádio porque de fato é aonde tem maior alcance pra galera.Mas a internet ta mudando tudo, sabe...É só uma questão de tempo.
selmer - Quais "Os segredos que estão guardados em pequenas caixas" que a banda ainda não revelou como novidade pra 2009?
Bianca Jhordão - Ahhhh!.. Novidades da Banda...Temos muita vontade de fazer um DVD este ano.Lançar um disco novo.Mas tudo isso depende de como as coisas forem andando.Em geral é assim... A gente tem muita vontade mas, nem sempre depende só da gente.Depende de uma estrutura pra gravar um DVD.Gravar no momento certo.Esses são os nossos planos pra 2009.Vamos ver se eles se realizam né! ...
FICHA TÉCNICA:
Bianca Jhordão - Voz/Guitarra/violão/theremin/Maracas
Rodrigo Brandão - Guitarra/piano/vocais
Tchago - Baixo/piano/vocais
Phd - Bateria
Entre no site oficial da banda Leela e ouça as canções, acompanhe os shows, novidades e muito mais...
No mais é isso...Valeu galera...selmer.
P.s - Agradecimentos especiais a todos do Hocus Pocus por mais essa entrevista...Valeu mesmo!Obrigado.